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E SE O GOOGLE ACABAR? E SE TODOS OS SERVIÇOS SUMIREM PARA SEMPRE? É POSSIVEL SOBREVIVER SEM ELE?
E SE O GOOGLE ACABAR? E SE TODOS OS SERVIÇOS SUMIREM PARA SEMPRE? É POSSIVEL SOBREVIVER SEM ELE?

Imagine o cenário: O Google desapareceu. Sumiu. Tomou Doril!

Todos os serviços da maior empresa de internet do planeta viraram fumaça. Tudo dá erro 404. Google Maps, Gmail, YouTube, Google Drive, Google Docs... Nada funciona mais. Nem o Chrome!

Os smartphones com Android, morreram e se transformaram em úteis pesos para papel.

E agora? A raça humana sobreviverá sem o Google? Vamos ver as alternativas possíveis.

Um dia parei e me percebi bastante dependente do Google. Com um serviço aqui e outro ali, algumas coisas realmente boas, outras usadas por mero comodismo, notei que muito do que faço online passava pelos servidores do Google. Tanta coisa que, a essa altura, chamá-lo apenas de “buscador” é um reducionismo perigoso. Incomodado, me fiz a pergunta: é possível viver sem o Google?

O que propus com “viver sem Google” foi manter as minhas atividades cotidianas, tanto no pessoal quanto no profissional, recorrendo a alternativas que, ainda que não tão boas em alguns casos, não me deixassem com a sensação de estar perdendo muita coisa ao abdicar do Grande G. Alguns aspectos dessa mudança foram bem tranquilos; várias ofertas do Google são apenas iguais às da concorrência ou têm recursos que não me interessam. A gente se acostuma e acaba meio como refém, num equivalente digital e mais brando de uma Síndrome de Estocolmo. Em outros casos a adaptação foi mais difícil e, claro, há pontos em que foi impossível se desvencilhar dos serviços do Google, afinal, não foi com produtos e serviços ruins que ele se tornou uma empresa multibilionária.

Abaixo detalharei, em tópicos, como me virei sem o Google numa Internet dominada por ele.


Buscador

E SE O GOOGLE ACABAR? E SE TODOS OS SERVIÇOS SUMIREM PARA SEMPRE? É POSSIVEL SOBREVIVER SEM ELE?

O buscador do Google foi o seu primeiro produto e é, provavelmente, o seu melhor. Ele é tão poderoso e onipresente que mexeu na forma como as pessoas acessam a web. Pergunte aos seus amigos quem ainda digita o endereço dos sites. Provavelmente poucos. A maioria deve digitar o nome do site na barra de endereços, cair numa página de resultados do Google, e, aí sim, acessa o site desejado1.

Embora improvável, a busca do Google foi um dos serviços mais fáceis de trocar. E o substituto, surpreendentemente, não é de outra gigante da tecnologia nem bancado por bilhões de dólares, mas sim um pequeno que preza por valores diametralmente opostos aos do Google. É o DuckDuckGo.

Eu já tinha passado um mês com o DuckDuckGo, então o conheço bem. Depois daquela matéria havia voltado ao Google, mas faz alguns meses troquei ele novamente pelo DuckDuckGo sem muito prejuízo. Eventualmente preciso do Google para alguma pesquisa mais específica (os critérios e filtros dele ainda são inigualáveis), mas na maior parte do tempo, estimo que em 80% das situações, o DuckDuckGo me serve bem.

Bônus: o Safari, tanto no iOS quanto no Mac, traz esse buscador como opção padrão. Basta entrar nas configurações do navegador e alterar o “Buscador” para o DuckDuckGo.


E-mail, agenda de contatos e de compromissos

Mais de um bilhão de pessoas usa o Gmail. Todo esse sucesso não é à toa. Se nos últimos anos o serviço de e-mails do Google ficou meio esquisito, no mínimo ele segue competente. No passado, por muitos anos esteve à frente do seu tempo.

O Gmail tem um filtro antispam muito bom. Fora isso, para quem gerencia e-mail por um cliente de terceiro como é o meu caso, todos os recursos atrelados ao app oficial e à interface web são dispensáveis. Essa independência da interface do Gmail torna a migração muito mais fácil — afinal, muda-se apenas o back-end.

Nesse ponto preteri serviços estabelecidos que jogam pelas mesmas regras do Gmail, ou seja, Outlook.com e Yahoo Mail. Assim, o substituto que mais me agradou foi o FastMail, que é pago, porém funciona super bem e, para quem se importa, tem uma interface web e apps móveis bem bacanas.

O FastMail, além de e-mail, conta com agenda de contatos, de compromissos, anotações e até umas coisas mais hardcore como servidor web para hospedar pequenos sites. Custa a partir de US$ 10 por ano; o melhor plano, com suporte a sincronia de eventos do calendário, domínio personalizado e suporte prioritário, sai por US$ 40 ao ano, ou US$ 3,33 por mês, o que não é caro.

Fiz um teste por um mês com o FastMail, sem qualquer problema. Continuaria com ele não fosse seu maior entrave, um não de ordem técnica, mas cultural: o meu endereço de e-mail. Uso o Gmail há mais de dez anos e não sei até que ponto, a essa altura, vale a pena migrar para outro. No fim, decidi continuar com o Gmail, mas mantenho o FastMail na lembrança caso alguma novidade me motive a abandonar o e-mail do Google.

Curiosidade: o FastMail nasceu como um serviço independente e acabou sendo comprado pela Opera, a do navegador, e incorporado aos serviços oferecidos por ela. Lembra de um tal de Opera Mail? Era o FastMail com outra roupagem. Quando a Opera reviu seus planos e um serviço de e-mail passou a não se encaixar mais neles, os proprietários originais do FastMail compraram o serviço de volta e o reformularam de um modo que fosse autossustentável (por isso não há um plano gratuito). Final feliz!


Fotos

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Resistir é difícil, ainda mais quando estamos diante de produtos muito bons. Não é de hoje que o Google promete ser o destino definitivo das suas fotos — já havia tentado com Picasa e Google+ —, mas, enfim, a empresa acertou com o Google Fotos, atualmente usado por mais de 200 milhões de pessoas. É tão funcional, direto e cheio de pequenas surpresas que há poucos motivos para ignorá-lo. Mas esses motivos existem e, da mesma forma, as alternativas para quem se sente incomodado em entregar todas as suas lembranças mais pessoais ao Google.

A dúvida é para onde correr. Flickr, com o Yahoo mal das pernas e tentando ser vendido? Ou Dropbox, que carece de ferramentas para organizar, recuperar e visualizar as fotos? Ainda temos o OneDrive, a nuvem da Amazon e alguns serviços que só fazem isso — aqui tem um bom comparativo, talvez desatualizado, mas ainda válido para quem não sabe nem por onde começar.

Aqui aproveitei que estou submerso no universo Apple para optar pelo iCloud. O espaço extra, necessário, é barato, e os apps Fotos do iOS e OS X são diretos, bonitos, fáceis de usar e com um nível de automação minimamente decente. É importante notar que não sou um fotógrafo, nem levo muito a sério aspectos da fotografia fora o fato de apreciá-las e de me preocupar com a preservação delas. A facilidade do Fotos+iCloud, que cobra, sim, um preço (carência de recursos), pode ser problemática para quem é mais exigente.



YouTube

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Sem dúvida é o serviço mais difícil de substituir. Na verdade, impossível. Se você produz conteúdo ainda encontra alternativas à altura como o Vimeo, mas enquanto plataforma, onde os melhores vídeos e os piores e… na real, quase todos os vídeos online estão, o YouTube reina absoluto.

Eu assino alguns poucos canais e tenho por hábito acompanhá-los na TV (como argumentei no Guia Prático 77, usando o controle remoto dela mesma). Também entram nessas sessões alguns vídeos longos que encontro por aí e coloco na lista “Assistir mais tarde” e vez ou outra com base no que consumo o YouTube acaba acertando nas recomendações — embora me intrigue (e fascine) a presença de vídeos do tipo “thug life” (?) no meio.

Não dá, ponto. Abdicar do YouTube é deixar de lado muita coisa boa que é produzida em audiovisual. Outras plataformas são muito segmentadas (Vimeo e seus vídeos mais requintados) ou impõem limites artificiais (o tempo máximo do Vine e do Instagram, por exemplo) que, se de um lado estimulam a criatividade, do outro tolhem muitas produções boas.


Google Maps

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Esse eu achava que seria outro que, a exemplo do YouTube, seria insubstituível. A minha primeira opção, o Apple Maps, é absurdamente ruim no interior do Paraná, e o Waze, para o trânsito, é do Google também, ou seja, não era uma opção. Mas aí lembrei-me do HERE Maps e, se não é perfeito, quebra o galho quase tão bem quanto os mapas do Google.

O HERE Maps tem navegação curva-a-curva com tráfego em tempo real e até alertas de limite de velocidade em algumas vias, coisa que o Google não oferece. As ruas e avenidas da cidade em que moro estão atualizados e tudo funciona bem. Ele tem um recurso de salvamento de pontos de interesse e esses podem ser organizados em coleções, mas carece da esperteza do Google Maps derivada do uso multiplataforma e do contexto. Em termos simples, o Google Maps sempre me deixa mais à mão o endereço de que preciso.

No geral a experiência com o Google Maps é mais fluída. Nesse sentido o HERE é meio como o que o Google Maps era há uns dois ou três anos. Cumpre bem o seu papel, mas de um jeito menos (adivinhe) cômodo. Tenho usado exclusivamente o HERE Maps faz umas três semanas; sinto falta de detalhes do app do Google, mas não o suficiente para voltar arrependido, chorando e pedindo perdão pela traição.

Google Docs

Para produção própria uso o Pages, equivalente da Apple ao Word da Microsoft. Na hora de escrever com mais gente, principalmente as pautas de colaboradores do Manual do Usuário e em trabalhos acadêmicos, o escolhido é sempre o Google Docs.

Esse é difícil de largar porque é, convenhamos, muito bom. Ele não faz tudo que o Word faz, tanto que sempre que preciso imprimir algum documento gerado lá acho mais fácil passá-lo para o Pages e fazer a edição localmente do que confiar no navegador, mas a barreira de entrada é tão baixa e a colaboração tão simples e transparente que outras soluções não são páreo. Bônus: todo mundo tem uma conta Google, o que facilita o compartilhamento.


Chrome

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Eu nunca tive problema com o Chrome mesmo usando um notebook com apenas 4 GB de RAM, mas quando migrei do Windows para o OS X, preferi tentar as ferramentas nativas do sistema antes de recorrer às de terceiros. Em parte porque era tudo novo, mas, no caso do navegador, porque o Safari não é tão esquisito e, por que não?, ruim como o Internet Explorer sempre foi2.

Tem sido tranquilo. Visualmente o Safari é melhor, a única extensão que eu uso tem versão para ele e as ferramentas para desenvolvimento são minimamente úteis, ainda que piores que as do Chrome. Nunca usei o navegador do Google no MacBook, porém dizem que o Safari é mais econômico no consumo de energia e, não bastasse isso, entrega melhor desempenho. Como o motor de renderização, o WebKit, é bem similar ao Blink, do Chrome, não me deparei com sites que carregam incorretamente. Só com um ou outro recurso ausente como a webcam do WhatsApp Web que não funciona, mas nada grave.


Google Drive e Hangouts

Sempre ignorei. Em vez do Google Drive uso o Dropbox e no lugar do Hangouts, várias das outras soluções de bate-papo — WhatsApp, Telegram, Facebook Messenger.

Embora seja difícil prever ou arriscar um palpite, tampouco acho que essa situação mudará com o recém-anunciado Allo. Tem áreas que o Google pena para entender e, pela importância que elas têm no mercado, são difíceis de ignorar, o que gera essa profusão de produtos fracassados. Comunicação instantânea parece ser uma dessas.


No Manual do Usuário

Por aqui ainda usamos o Google Analytics para aferir estatísticas de visitação e AdSense para faturar uns trocados de gente que cai de paraquedas no site vindas do buscador do Google. Comodidade e custo (zero, no caso do Analytics) são os maiores fatores, combinados com um pouco de preguiça em mexer n’algo que funciona tão bem. Mas um dia… quem sabe?

O maior entrave está no seu bolso

Em dois sentidos, no sistema que você carrega e no quanto está disposto a tirar dele para comprar um smartphone, é o bolso o maior entrave para quem deseja diminuir a dependência do Google. O Android é bom e abocanha uma fatia enorme do mercado de smartphones, logo, a menos que você queira mergulhar no mundo das ROMs alternativas, um negócio que não recomendo em situações normais, aqui no ocidente Android é sinônimo de Google. Fugir dos serviços Google implica quase necessariamente em não usar Android.

E aí o que nos sobra são Apple e Microsoft. iPhone é ótimo. Se os apps e serviços da Apple não te agradam, as melhores alternativas estarão disponíveis — incluindo as do Google. Da mesma forma que se pode montar uma configuração totalmente “googliana” no smartphone da Apple, pode-se partir para os apps da Microsoft, misturar tudo ou recorrer apenas a aplicativos e serviços de empresas independentes. É onde os melhores apps estão.

O problema, você deve saber, é o preço para entrar na brincadeira. O iPhone mais barato não sai por menos de R$ 1.700 — sendo esse um modelo lançado há dois anos e meio. O mais atual (iPhone SE) parte de R$ 2.700. É inviável para a maioria.

A alternativa barata seria o Windows. Seria, porque recomendar um smartphone com Windows a essa altura só é perdoável se for por ignorância. A plataforma está largada, os Lumias de entrada ficaram pelo caminho sem a atualização para o Windows 10 Mobile e, sejamos francos: a experiência como um todo é simplesmente inferior ao que se tem no Android e no iOS. Não vale a pena.


Conclusão: É possível viver sem o Google?

Talvez seja um preciosismo me propor a largar o Google. Talvez. Eu encaro como um exercício válido; conceder muito da sua vida a apenas uma empresa é, no mínimo, desconfortável. Para uma como o Google, que lucra direcionando anúncios com base no que você faz nos sites, apps e serviços que oferece gratuitamente, é um ato que deveria ser mais e melhor considerado.

Embora seja possível, não é um caminho fácil. Exige adaptação e se livrar de alguns comodismos. Mas não é, como muitos pensam, um sacrifício gigantesco. Há concorrência e em muitos setores essas alternativas são tão boas quanto as do Google. Diferentes, com vantagens e desvantagens, mas plenamente viáveis.

16/03/2017

Fonte: Manual do Usuário

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