ACIDEZ MENTAL
GUIA DE COMO PEGAR MULHER NA BALADA. OI?

Liguei a televisão esses dias de madrugada e me deparei com uma situação que jamais poderia imaginar. Um cidadão encontrava-se na cadeira de entrevistado do , numa posição um tanto quanto engraçada, explicando como fazer para pegar mulher em balada. A todo momento, dava um ar de “eu sou sedutor” e falava coisas que deixavam meu queixo caído. Uma vergonha alheia insuperável tomou conta de mim ao ver que, não apenas eu, todo o auditório e inclusive o próprio Jô estava sacaneando o sujeito o tempo inteiro, justamente por conta de seu ar “eu sou pegador, sou sedutor, é só ter criatividade e ser engraçado que você pega geral”. No fim, após muito pensar, decidi escrever este texto, que não é um guia de como pegar mulher na balada. Afinal, eu sou um zé ninguém no assunto.

O cidadão citado não apenas se diz pegador, como também tem um verdadeiro curso ensinando homens do país inteiro a “pegar mulher”, cobra 650 reais por dois dias de aula e, pasmem, muita gente vai. Oh God, será que o desespero por mulher chegou a tal ponto que não há mais a preocupação com o próprio dinheiro? Vamos a um fato: para a maioria das mulheres que esse “professor” ensina a pegar, basta você dar a entender que quer gastar 300 reais numa noite com ela e BANG! Tá feito. Afinal, como o próprio “professor” disse no programa do Jô, elas caem até mesmo nessa cantada:

É estupidamente fácil ensinar qualquer homem a conseguir alguma mulher numa baladinha. Você só precisa dos seguintes ingredientes:

1- Uma balada frequentada por playboys e pattys;

2- Hip Hop e Funk como trilha sonora;

3- Uma roupa decente e, se for feio, um visual “estiloso”;

4- Muita falta de vergonha na cara;

5- Diversos tocos até conseguir a que te deseja.

Isso se você quiser o que todo garoto adolescente quer: beijinho na boca e pegação no canto da boate. Agora, se quiser conseguir levá-la pro motel ou pro seu apartamento na mesma noite, aí você vai precisar de: a) Dinheiro; b) Carro (se for um carro foda, melhor ainda); c) Saber o que falar; Mas ok, fiquemos com a parte dos adolescentes, lembrando que pra toda regra há exceção.

A estratégia é simples: tente dezenas de mulheres até conseguir uma. Não tenha vergonha, tente ser meio engraçado-bobalhão e até o fim da noite você estará com a mão em alguma bunda com consentimento.

É a partir daí que começam a nascer os ultra-pop-masters-pegadores-de-balada, aqueles que chegam em todas as mulheres da festa, puxam pelo braço, puxam pela nuca, falam um monte de besteira e usam regata. Se esse é o caminho que você quer escolher, ora, há de ser muito bem vindo entre eles. Devo dizer que há, sim, recompensas edificantes, desde que você goste do estilo e saiba vestir o personagem.

Já eu, particularmente, nunca fui fã da estratégia “quantidade é melhor que qualidade”. Pra mim, mais vale conseguir aquela mulher que estou olhando desde o início da festa e ficar com ela até o final (pegando número de telefone depois para, quem sabe, outro encontro, dessa vez a sós) do que me contentar com “quais das inúmeras concordarão em me dar um beijo”. E , pra isso, são abordagens completamente diferentes.

De início: não frequente esse tipo de balada. Fique longe dos locais onde a música é composta por Hip Hop e Funk, as mulheres são pattys que se acham super gostosas e os caras são frequentadores natos de academia e gostam de chegar em todo mundo. Ao invés disso, adquira a preferência por festas de Rock/Pop, pois se tem uma coisa que não dá certo é justamente o cidadão “oi gatinha posso falar com você ali no cantinho, qual seu nome?” puxando pelo braço. E isso, meus amigos, não tem preço. É claro que você ainda pode mandar aquela desculpa fajuta de “espera aí que vou no banheiro” e desaparecer, assim como podem utilizá-la com você, mas ainda acho mais gratificante encontrar uma mulher para realmente conhecer e passar a noite, ao invés de uma troca de saliva rápida e esquecimento em seguida, o famoso “pegar mulher”, que na verdade não representa muita coisa.

Pra esse tipo de ambiente, o truque-master está no olhar, antes mesmo da conversa. Uma olhada retribuída pode despertar muita coisa e funciona melhor que qualquer cantadinha no estilo “e aí princesa, vamos conversar?”. Faça um reconhecimento geral no ambiente, veja quais são as possibilidades, decida qual você realmente deseja e aí sim tente perceber se ela quer ou não “te conhecer melhor”. Troque olhares, dance perto, vá fazendo uma aproximação natural, até que você possa estar frente a frente. Nesse momento, basta agir naturalmente, sem tentar parecer engraçadinho, bobalhão ou galanteador. Se ela encaixar com a sua personalidade, ótimo, há aí uma boa porta aberta para algo muito além da troca de babinha.

Contudo, devo deixar claro: não me levem a sério, muito menos esse post. Ao contrário do “professor da pegação”, eu não sou sedutor e passo longe de ter a maestria dele nas conversas com a mulherada. Ele ganha dinheiro com isso, eu não. Ele deve pegar centenas de menininhas super descoladas por ano, eu não. Ele foi no Jô, eu não. Logo, antes de sequer considerar o que eu disse aqui, tente levar o professor a sério, pois isso significará menos competição… Pra gente.

E você? Qual o seu estilo de “pegação”?

Fonte: Controle Remoto


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